Bebê é mordida mais de 50 vezes por colega de escola em Contagem, MG

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Uma menina de um ano e dez meses foi mordida mais de 50 vezes em uma escola particular de Contagem, em Minas Gerais.  As marcas ficaram pelo corpo da criança. De acordo com a família, a diretora da instituição ligou contando que um coleguinha da menina foi o responsável pelos ferimentos.

As mordidas estão espalhadas por todo o corpo da menina. Nos braços, nas pernas e no rosto, os ferimentos são mais evidentes.

Como de costume, no início da manhã, a criança foi deixada pelos pais na escola. Segundo a família, a diretora ligou poucas horas depois dizendo que a menina tinha sido atacada por um aluno enquanto dormia no berçário.

“Imediatamente me desloquei para o local e me deparei com ela com 50 mordidas pelo corpo todo. Entrei em desespero, fiquei indignada. A diretora disse que ela estava dormindo na salinha e um outro coleguinha entrou, fechou a porta, mordeu ela. O som estava alto e ninguém escutou ela chorar”, conta Paula Marinho, mãe da criança.

Os pais chamaram a polícia e acionaram um advogado. “Nós vamos fazer uma representação contra a escola, a pessoa responsável pela escola. Abandono de incapaz, artigo 133, e vamos ver também a questão da lesão corporal culposa”, declara Jarbas Ferraz, advogado da família.

A criança foi levada para o IML, onde fez um exame de corpo de delito. O pai está revoltado e quer que a escola se responsabilize pelo que aconteceu. “A gente deixa na escola na intenção de estar sendo bem cuidada, e não está sendo bem cuidada. A gente ainda agradece porque dos males o menor, porque se estivesse com lápis, ou até mesmo sufocado com o travesseiro uma hora dessas seria uma outra situação bem diferente”, diz Vágner Silva, pai da menina.

O advogado da escola Interagir, Francisco Simim, confirmou que a menina foi mordida dentro da instituição, mas disse que o caso foi uma fatalidade. Segundo ele, a diretora se apresentou à polícia para dar esclarecimentos e vai prestar assistência à família da criança. Funcionários da escola também serão ouvidos. A Polícia Civil ainda aguarda o resultado do exame feito no instituto Médico Legal para definir se será aberto um inquérito.