Casa do maior palhaço do mundo tem obra de artistas brasileiros

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Conhecido como Slava, esse russo prestes a completar 63 anos,  escolheu e ergueu um lugar muito especial, próximo de Paris.

E que tem um toque bem brasileiro. “As pinturas foram feitas pelos Gêmeos”, ele diz.

Os artistas paulistanos desenharam as imagens infantis e multicoloridas nas paredes do castelo.

Mas Slava quer mostrar um pouco do que tem dentro. E provar que para um palhaço viver nas nuvens é uma necessidade.

A realidade fica distante no meio dessas ondulações celestiais. O quarto cheio de truques especiais parece até uma cartola de mágico. Aqui tem trilha sonora para brasileiro. 

E personagens coloridos criados especialmente para as netas. Na parte de cima, uma biblioteca com livros e livros com as estorias mais fantásticas para crianças e adultos.

E a sala de estar é um choque para os sentidos. Slava virou palhaço na época da União Soviética, quando rir não era nada fácil.

Cercado de livros, com uma enorme coleção sobre carnaval no mundo todo, ele revela que gostaria que os russos tivessem a mesma alegria dos brasileiros.

Vida, teatro, natureza, carnaval, sonho, realidade, musica, cores. Tudo, todo dia, para Slava e um espetáculo. Ele transborda criatividade e contagia todo mundo que vive em volta dele.

O jardim ele transformou num lugar para festas incríveis. Agora, eles estão preparando mais uma.

Penduram roupas em varais imensos. E transformam o ambiente numa grande festa junina. Um mundo perfeito para as crianças. Com balanço. Poltronas feitas de restos de troncos.

E várias surpresas criadas por outros artistas. Todos que passam por aqui deixam uma marca criativa, diz Slava.

Um criou essa máquina onde se botam garrafas de bebidas no alto e delas saem vários tubos que se misturam. É como uma loteria. Você nunca sabe o que vai beber.

Slava ri, provavelmente lembrando dos incríveis coquetéis já consumidos.

Outro visitante fez uma carroça de ciganos. É um caleidoscópio de atrações. São tantas flores perfumadas e árvores com frutos bem diferentes. E sem chulé. 

Um templo oriental para Krishnas e budas sorridentes. Slava diz que não gosta de deuses severos.

Tem sempre alguém curtindo toda essa loucura e fantasia. E Slava passa o dia esbarrando em amigos que, só de estarem perto dele, já começam a rir.

Mas, como todo palhaço, Slava só fica completamente à vontade com as crianças.

É aquela mágica tão particular que essas pessoas têm de congelar o mundo numa infância despreocupada, leve, livre. E todos aqui, se não são, acabarão virando artistas.