Polícia desmonta rede de prostituição que atuava em BH e interior de MG

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Celulares apreendidos durante a operação (Foto: Pedro Triginelli/G1)Celulares apreendidos durante a operação (Foto: Pedro Triginelli/G1)

A Polícia Civil desmontou uma rede de prostituição que atuava em Belo Horizonte e interior de Minas Gerais. Nesta quarta-feira (4), foi preso na capital mineira um casal suspeito de chefiar a quadrilha. Durante a operação, foram apreendidos dois carros de luxo, uma BMW e uma Land Rover, além de 300 celulares. Cerca de 50 mulheres faziam parte do esquema.

A operação denominada “Copa do Mundo II” teve início após uma denúncia de um site que agenciava garotas de programa. De acordo com a delegada Pollyanna Aguiar, o casal preso vivia uma vida de luxo. “Eles viviam em alto padrão, tudo adquirido com provento do crime. É tudo de alto luxo”, afirmou. A operação leva esse nome porque a políca vai realizar até a Copa do Mundo várias ações contra a exploração sexual.

O esquema da quadrilha funcionava com motoristas e atendentes de telemarketing. O cliente ligava para um telefonista, que negociava o programa. Depois disso, um motorista levava a garota até o local combinado. A quadrilha agenciava as garotas e fazia propaganda por meio de jornais e sites.

Dinheiro e documentos também foram apreendidos pela polícia (Foto: Pedro Triginelli/G1)Dinheiro e documentos também foram apreendidos pela polícia (Foto: Pedro Triginelli/G1)

Durante o cumprimento de mandado de prisão do casal, um motorista foi preso em flagrante. Também foram apreendidos R$ 2,4 mil em dinheiro, documentação e CPU. A delegada afirmou que, durante as investigações, descobriu-se que a rede também funcionava no interior de Minas Gerais. “Quando cumprimos os mandados, nos deparamos com vários celulares com o nome de cidades do interior. Eles usavam os celulares para marcar os encontros no interior”, disse.  Entre as cidades estão Uberlândia, Pouso Alegre, Montes Claros e Lavras.

Durante a apresentação feita pela polícia nesta sexta-feira (6), vários celulares apreendidos ficavam tocando com possíveis telefonemas de clientes. Dois imóveis eram usados pela quadrilha. No prado, um deles está registrado como um escritório de informática, mas, segundo a delegada, funcionava a sede da quadrilha. No Alto Barroca, o outro imóvel está registrado como uma clínica de estética, mas a delegada afirma que era o local onde aconteciam os programas. A Polícia acredita que os locais eram usadas também para lavagem de capitais.

A mulher foi presa nesta quarta-feira (4) perto de casa, no bairro Gutierrez. O homem foi detido no imóvel no Prado. Segundo a polícia, a pena dos dois suspeitos pode chegar a 24 anos de prisão.

De acordo com Pollyanna Aguiar, as investigações ainda vão continuar. “Estamos investigando se a quadrilha também atuava fora do estado”, falou.